Publicado por: fornada em: dezembro 5, 2011
Uma amiga citou, um dia desses, uma frase que a impressionou, do filme “Inverno da Alma”. A menina de 17 anos dizia para o irmão mais novo que uma pessoa não deve pedir a alguém aquilo que o outro deveria oferecer espontaneamente.
Peguei o filme emprestado para ver a frase sendo dita direto da face da personagem. O interesse era por afinidade. Tenho, eu, também uma frase parecida: ninguém deveria agradecer por receber amor.
Quem dá o faz porque não aguenta ficar com ele para si.
As duas frases falam da mesma coisa, cada uma de um lado do dar e receber.
Tendo assim explicado a mim mesma o que deve e não deve ser feito no bom comportamento dos afetos e na manutenção da dignidade humana passemos aos fatos:
É verdade que, nos últimos dias, passei por cima de, pelo menos uma, das regras de conduta acima, desconsiderando por completo uma norma que, longe de ter-me sido imposta; era fruto das minhas mais profundas convicções?
Sim. Pedi.
Deslavadamente, pedi o que deveriam ter oferecido sem eu abrir o bico.
Mas o pior está por vir! Aqui mesmo nesse texto!
Vou botar a culpa no Natal que está chegando, na falta ou excesso de algum hormônio, qualquer coisa.
Vou agradecer o inagradecível:
Obrigada pelas primeiras vezes de tudo.
Obrigada por aceitar realizar meu pedido mesmo sendo um pedido que não deveria ter sido feito.
Obrigada por daqui cinco anos.